| Descubra BH e seus belos horizontes |
Belo Horizonte é a terceira maior cidade do país. As linhas sinuosas de seu relevo, acompanhadas por um conjunto arquitetônico que passa pelo neoclássico, chegando ao modernismo, tornam a capital mineira charmosa e fascinante. Apesar de já ter completado um século de existência, Belo Horizonte permanece jovem, vigorosa, vibrante. Sempre aliando desenvolvimento e modernidade à preservação de sua beleza arquitetônica, de suas praças, parques e jardins, BH é uma cidade múltipla e um dos mais importantes pólos econômico e industrial do país. Da Pampulha à Praça do Papa, do Mineirão à Praça Sete, BH é uma capital em constante movimento, que avança em ritmo acelerado, mas prima pela qualidade na prestação de serviços e se orgulha de ser reconhecida como cidade brasileira de excelência médica. Não é a toa que Belo Horizonte tem sido escolhida como palco de grandes eventos nacionais e internacionais. Além de oferecer o que há de melhor em serviços, aqui o visitante é convidado a se sentir em casa e a desfrutar de um dos mais importantes quesitos de um grande destino: seus valores humanos. |
| TURISMO |
Praça da Estação
A Praça Rui Barbosa, conhecida como Praça da Estação, é um corredor cultural formado pelos prédios do Museu de Artes e Ofícios, Casa do Conde de Santa Marinha, Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais, o Viaduto de Santa Tereza e a Serraria Souza Pinto. A grande maioria dos prédios é da década de 20, formando um dos principais acervos do estilo neoclássico da cidade.
A praça tem sua origem na construção da cidade, quando a estação ferroviária funcionava como a porta de entrada da nova capital. |
Praça da Liberdade
O conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, além de grande destaque da arquitetura de Minas Gerais, é um dos cartões postais de Belo Horizonte.
A praça é formada por jardins, alamedas, fontes e esculturas. Ao seu redor, os prédios históricos – tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) – reúnem obras da arquitetura moderna, art-déco e pós-moderna. Ponto de encontro de BH, a Praça da Liberdade é uma dos lugares prediletos dos belorizontinos. Sempre alegre e cheia de gente, é ideal para passeios de fim de tarde e caminhadas. |
Praça do Papa
A Praça Israel Pinheiro, mais conhecida como Praça do Papa, fica aos pés da Serra do Curral – símbolo da cidade eleito pelos belorizontinos. Um monumento em ferro erguido em homenagem ao Papa João Paulo II marca o centro da praça.
Mas a grande atração da praça é a vista de Belo Horizonte. Tanto de dia quanto à noite, a praça é um lindo mirante da cidade. Atualmente, o local também é palco de inúmeras apresentações culturais como peças teatrais, shows, entre outros. |
Praça Sete
A Praça Sete fica no cruzamento de duas das principais avenidas da cidade, a Afonso Pena e a Amazonas. O famoso “Pirulito”, obelisco construído em homenagem ao Centenário da Independência do Brasil, marca o coração do centro de Belo Horizonte.
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Pampulha
A Pampulha é roteiro obrigatório para quem está visitando a cidade. Construído na década de 1940, ao redor de uma das mais belas lagoas urbanas do país, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha é formado pela Casa do Baile, Igreja de São Francisco de Assis, Museu de Arte e Iate Tênis Clube. Projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer a pedido do então prefeito Juscelino Kubitschek, as construções foram um marco na arquitetura moderna brasileira. O Conjunto teve ainda contribuição de grandes artistas como Cândido Portinari, Burle Marx, Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa.
Outros atrativos foram incorporados ao complexo: o estádio Mineirão e o ginásio Mineirinho, o Zoológico, o CEPEL e o parque de diversão Guanabara. |
Savassi
A Savassi é um dos maiores centros comerciais de Belo Horizonte, e também uma das regiões mais badaladas da cidade – são bares, restaurantes, casa de shows, livrarias, hotéis, lojas e shoppings, galerias de arte e cinemas. Uma boa dica para o visitante descobrir o charme da Savassi é passear a pé pelas ruas, e não deixar de comer um tira-gosto em um dos inúmeros bares da região.
A Padaria Savassi, que durante anos funcionou na Praça Diogo Vasconcelos (hoje Praça da Savassi), deu o nome a essa região central de BH. Na década de 40, a padaria era ponto de encontro de políticos e da alta sociedade. Nos anos 90, Savassi se tornou o nome oficial da região. |
Museu de Arte da Pampulha
O prédio onde hoje funciona o Museu de Arte da Pampulha foi a primeira obra do conjunto arquitetônico da Pampulha projetada por Niemeyer. Originalmente, funcionava como um cassino. A partir de 1957, passou a abrigar o MAP que, atualmente, conta com um acervo de 900 obras, biblioteca, loja de souvenirs, café e salas de multimídia.
Os jardins externos também merecem destaque: projetados por Burle Marx, contam ainda com esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa.
Endereço
Av. Otacílio Negrão de Lima, 16585 (Pampulha) Tel.: (031) 277-7953 Horário 3ª a domingo de 9 às 19 horas |
Museu Mineiro
O Museu Mineiro, inaugurado em 1982, funciona no antigo Senado Mineiro. Seu acervo é constituído por objetos que documentam momentos importantes do processo de formação da cultura mineira.
Endereço
Av. João Pinheiro, 342 – Funcionários Tel.: 31 3269 1168 Fax: 31 3213 5577 E mail: sum.sec@mg.gov.br Horário De terça a sexta, das 10h às 17h. Sábado, domingo e feriados, das 10h às 16h. |
| ACESSOS À BELO HORIZONTE |
AÉREO
Servida pelas principais empresas de transporte aéreo do país, Belo Horizonte, através de dois modernos e confortáveis aeroportos, possui vôos diretos para as principais capitais e centros urbanos do país.
Aeroporto da Pampulha Ssituado a aproximadamente 8,5 Km do centro da capital mineira, recebe vôos de empresas de transporte aéreo regional, além de atender à aviação executiva. Traslados aeroporto/cidade e vice-versa podem ser feitos por táxis ou por ônibus executivos da Conexão Aeroporto, telefone (31) 3224 1002 , que partem da Avenida Álvares Cabral 387, Centro. Aeroporto Internacional Tancredo NevesTambém conhecido como Aeroporto de Confins, dista 40 km da capital mineira e é ligado à cidade através de moderna via expressa. À semelhança do Aeroporto da Pampulha, o traslado para o Aeroporto de Confins pode ser feito através de táxis ou de ônibus executivos da Conexão Aeroporto. |
RODOVIÁRIOS
Belo Horizonte possui localização privilegiada e faz parte dos maiores eixos rodoviários do País, possibilitando que empresas de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros conectem BH aos principais centros urbanos brasileiros.
Algumas vias de acesso: São Paulo: BR381 (rodovia Fernão Dias) Passando pelo Sul de Minas (Extrema, Pouso Alegre, Itajubá, Varginha). Rio de Janeiro: BR040 Passando por Petrópolis (RJ), Juiz de Fora (MG), Barbacena (MG) e Conselheiro Lafaiete (MG). Espírito Santo: BR262 Entrando em Minas por Manhuaçu. Goiás e Distrito Federal: BR040 Passando por Paracatu (MG), João Pinheiro (MG), Três Marias (MG) e Sete Lagoas (MG). Terminal Rodoviário Pça Rio Branco - Centro Tel. 3271-3000 / 3271-8933 www.pbh.gov.br/linhasrodoviarias
Fonte:http://www.sobracilmg.org/congresso/local.php
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Descubra BH e seus belos horizontes
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Skalla Eco Floresta Mágica Hotel um refúgio de lazer em Santa Luzia
Grande BH ganha Resort Skalla Eco Floresta Mágica Hotel
Localizado em Santa Luzia, a 16 km de Belo Horizonte, o empreendimento é de categoria de luxo – cinco estrelas. São 30 apartamentos com 32 metros quadrados cada e cinco chalés com três pavimentos cada. Todas as unidades contam com hidromassagem, secador de cabelo, TVs de LED, DVD, Cofre Eletrônico, Frigobar e varanda com rede.
O hotel, que existia há 12 anos, estava fechado desde 2011. O investimento na repaginação integral do hotel foi de R$ 1.500.000,00 milhões. Entre as mudanças realizadas, foram reformulados e atualizados: decoração, enxoval, tecnologia, paisagismo, construção, mobiliário e segurança.
Com estilo neoclássico, um dos diferenciais do Skalla Floresta Mágica é a parte ecológica. São 174 mil metros quadrados de área bem arborizada e sustentável. Atualmente, dezenas de espécies de aves e primatas vivem livres pelo Eco Resort.
O hotel, que existia há 12 anos, estava fechado desde 2011. O investimento na repaginação integral do hotel foi de R$ 1.500.000,00 milhões. Entre as mudanças realizadas, foram reformulados e atualizados: decoração, enxoval, tecnologia, paisagismo, construção, mobiliário e segurança.
Com estilo neoclássico, um dos diferenciais do Skalla Floresta Mágica é a parte ecológica. São 174 mil metros quadrados de área bem arborizada e sustentável. Atualmente, dezenas de espécies de aves e primatas vivem livres pelo Eco Resort.
De acordo com o diretor executivo da Skalla Eco Hotéis, Gilberto Cordeiro, o Floresta Mágica se destaca pela estrutura e serviço. “Apostamos na excelência do serviço e no bem-estar dos nossos hóspedes. Para isso temos 1,2 funcionários por unidade e toda a estrutura para que os visitantes tenham conforto e lazer de qualidade em sua estadia. Temos um Eco Resort dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, afirma.
A nova realidade da hotelaria de Belo Horizonte
A nova realidade da hotelaria de Belo Horizonte
Maarten Van Sluy é Consultor Sênior da JR & MvS Consulting And Advisory
09/09/2013 08:10
A Prefeitura de Belo Horizonte promoveu uma lei de incentivos a construção de novos hotéis em Belo Horizonte e com isto deu entrada 64 projetos. Muitos deles sem qualquer viabilidade executiva como a falta de vocação da localização, ausência de potenciais investidores e uma exagerada especulação imobiliária que aumentou o valor do m2 dos terrenos. Apenas 34 dos 64 projetos então levados a aprovação da Prefeitura estão atualmente em execução na capital mineira.
Destes, 32% estão flagrantemente atrasados e correm o risco de sofrerem pesadas penalidades se não entrarem em operação antes do dia 30 de março do próximo ano.
O Consultor Sênior da JR & MvS Consulting And Advisory, Maarten Van Sluys, conhece muito bem a realidade da hotelaria mineira. Ao longo de seus 28 anos de experiência internacional em gerenciamento de hotéis Executivos, Resorts e Apart- e CondoHotéis em renomadas redes como Sheraton, Othon, Caesar Park, Accor, entre outras, Maarten apresenta sua visão sobre a nova realidade hoteleira de Belo Horizonte nesta entrevista exclusiva.
Revista Hotéis — Quais foram os incentivos fiscais que a Prefeitura de Belo Horizonte concedeu para aumentar o parque hoteleiro na capital mineira? Isto foi uma decisão acertada?
Maarten Van Sluys — Em 5 de julho de 2010 a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou a Lei 9.952 proposta pelo Poder Executivo visando estimular o desenvolvimento da infra-estrutura de saúde, turismo cultural, de negócios e o emprego e renda. A nova lei de incentivo concedeu incremento substancial (conforme a premissas de zoneamento onde se localizavam os terrenos) de até 5x a área do terreno para novas edificações hoteleiras quanto a área total construída. A decisão foi inegavelmente acertada. Este incentivo foi de vital importância para que a viabilidade econômica de novos empreendimentos hoteleiros se tornasse possível. A proposição da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo veio de encontro ao diagnóstico realizado pelo Comitê Organizador da Copa do Mundo 2014 (as visitas de inspeção chefiadas por Paul Whelan – Comitê Organizador da Copa) começaram já em 2005), na qual Belo Horizonte apresentou flagrante déficit de UH (apartamentos) de padrão aceitável para o inventário necessário a atender a demanda da entidade esportiva que regula o futebol mundial.
Revista Hotéis — Quantos projetos hoteleiros deram entrada na Prefeitura de Belo Horizonte visando os benefícios fiscais concedidos? Na sua opinião houve exageros no número de projetos e por que motivo isto aconteceu?
Maarten Van Sluys — Dentro do prazo limite estipulado pela Lei 9.952 na qual até 30.4.2011 os novos projetos deveriam ser protocolados junto aos Órgãos Municipais para aprovação (prazo este prorrogado até outubro do mesmo ano), contabilizamos um total de 64 projetos. Evidentemente muitos deles sem qualquer viabilidade executiva devido a fatores como : falta de vocação da localização ou características positivas do terreno para hotelaria e em decorrência destes, ausência de potenciais investidores (sejam pessoas físicas ou fundos de investimentos) para alavancar estes projetos. Num processo de depuração natural apenas pouco mais que a metade destes projetos submetidos a aprovação tiveram sequência. A especulação de imediato promoveu um aumento absurdo nos valores do m2 dos terrenos relacionados aos projetos. Uma vez demonstrando-se inviáveis estes voltaram a suas características originais, ou seja, o exagero existiu embora as leis de mercado tenham se incumbido de remover o excesso.
Revista Hotéis — Quantos projetos já saíram do papel, estão concluídos ou em curso e quantos podem não sair do papel?
Maarten Van Sluys — 34 dos 64 projetos então levados a aprovação estão atualmente em execução na capital mineira embora 32% destes estejam flagrantemente atrasados conforme o cronograma. A Lei além de estipular a data de protocolo dos novos projetos também impôs a data de término das construções em 28 de fevereiro e de início do funcionamento em 30 de março de 2014 respectivamente. Os demais 30 projetos remanescentes nas pranchetas estão fora do incentivo da nova lei por decurso de prazo e por conseqüência disso é certo que jamais sairão do papel.
Revista Hotéis — Quais são as penalidades para os empreendimentos que se beneficiaram com os incentivos fiscais e que não forem concluídos dentro do prazo previsto? Você acredita que esta multa será realmente aplicada? Se não for, não seria um desrespeito a quem cumpriu os prazos?
Maarten Van Sluys — As penalidades previstas no texto da Lei de Incentivo 9.952 são pesadas. Os valores seguem uma fórmula matemática clara na qual variáveis como : valor venal e área do terreno, diferença do fator construtivo original do terreno x acréscimo são utilizadas para calcular a outorga onerosa a ser paga pelo dono do projeto (construtora e em alguns casos com a administradora hoteleira sendo solidária mas não os investidores individuais) em caso de não cumprimento dos prazos (conclusão de obras e inicio das atividades) e ainda a não permanência por 10 anos ininterruptos da atividade genuinamente hoteleira do futuro empreendimento. Utilizando-se de uma simulação concluímos que o valor da multa é altíssima. Uma vez aplicada compromete inteiramente a viabilidade do negócio. Mediante o exposto é certo dizer que ao assumir o projeto as construtoras de pequeno e médio porte assumiram um negócio de risco moderado. As expectativas dos que estão cumprindo os prazos de seus respectivos cronogramas é que a multa seja de fato aplicada, pois caso contrário os corretos estariam sendo penalizados. Na esfera jurídica espera-se ainda uma prolongada discussão sobre o tema.
Revista Hotéis — Os empreendimentos que já tiveram unidades habitacionais vendidas e que não virarem realmente hotéis poderão prejudicar de alguma forma os investidores? Eles conheciam estes riscos na hora da compra?
Maarten Van Sluys — Entendo ser uma atribuição básica dos investidores, em especial diante de diversificadas opções, analisar previamente detalhadamente as características do projeto, seriedade dos envolvidos e atenção as projeções de viabilidade. A cada dia vimos que os investidores imobiliário-hoteleiros são dotados de discernimento aguçado e estão atentos as variantes de cada projeto e o curso dos negócios. Mais e mais estão atentos as construtoras responsáveis pelos projetos e as administradoras hoteleiras que chancelam os mesmos. Promessas mirabolantes de rendimentos e pouca atenção a credibilidade podem transformar o investimento em uma dor de cabeça. Esta situação em menor escala se fez presente no segmento em Belo Horizonte após os projetos terem sido protocolados. O que presenciamos nos casos de investidores que realizaram aportes financeiros em projetos que “morreram antes de começar” foi uma negociação caso a caso com as construtoras e a migração para outros negócios capitaneados por estas mesmas construtoras.
Revista Hotéis — Já os empreendimentos erguidos e inaugurados, darão rentabilidade aos investidores, tendo em vista o número excessivo de novos hotéis?
Maarten Van Sluys — Belo Horizonte apresenta desde o 2o semestre de 2010 um déficit em oferta de empreendimentos hoteleiros em variados aspectos. Este déficit é tanto quantitativo e especialmente, qualitativo. Dentre a capacidade instalada do parque hoteleiro da cidade expressiva parte está sucateada e não atende os atuais padrões mínimos exigidos por viajantes de negócios, congressos e lazer. Também a geografia da distribuição dos leitos apresenta uma aglomeração ineficaz. Atualmente os hotéis da cidade se concentram no Centro da cidade e na região Sul (Savassi e Lourdes) muito embora os negócios e pontos de interesse (negócios e lazer) a cada dia se expandam para os demais vetores urbanos da cidade. São vários os casos de eventos cancelados por falta de capacidade do destino BH em receber seus visitantes quanto a acomodações. A futura nova oferta (mais bem distribuída geograficamente e trazendo produtos econômicos e com eficiência e tecnologia embarcadas) será muito positiva para o mercado. Após 2015 (considerado o ano de ajuste entre a súbita nova oferta e a demanda crescente em índices estáveis) calculamos que a rentabilidade (em um espectro de médio prazo conforme deve ser considerado para este negócio) atinja patamares que justifiquem plenamente o investimento realizado, boa parte dele, conforme as condições de pagamento dos ativos serão amortizados pela própria rentabilidade do negócio.
Revista Hotéis — Qual é a análise que você faz do mercado hoteleiro de Belo Horizonte após a entrada em operação destes novos empreendimentos? Poderá cair a diária média assim como a taxa de ocupação?
Maarten Van Sluys — A partir do ano que vem a hotelaria da capital mineira passará por profunda (a maior até então) transformação. O centro de gravidade será redistribuído geograficamente de forma salutar (as pessoas tendem a se hospedar próximas ao local de interesse ou motivação de sua viagem seja ela a trabalho ou a lazer). Sob a ótica dos serviços e a equação custo x benefício para seus hóspedes teremos uma concorrência balizada pela eficiência e as características de cada instalação hoteleira. Localização (endereço), espaços de eventos, gastronomia e tecnologia serão o fiel da balança e determinarão os líderes do futuro “market share”. Em um primeiro momento a concorrência assusta e alguns hotéis (em especial os antigos) sofrerão impacto (ajuste) em suas diárias-médias (hoje cobra-se caro por pouco ou nenhum serviço). Os novos hotéis terão vantagem competitiva e conforme as planilhas vigentes dos lançamentos hoteleiros propostas pelas operadoras hoteleiras, visualizo diárias bem coerentes para 2014 em diante. As taxas de ocupação sofrerão uma retração por curto espaço de tempo, porém o REVPAR (Receita por Apartamento Disponível) que é o parâmetro de performance que de fato interessa, se manterá em níveis estáveis. Importante ressaltar a eficiência, (baixo custo operacional) previsto para os novos empreendimentos através de recursos tecnológicos de ponta e a capilaridade comercial das bandeiras que aqui firmaram futuros contratos de administração hoteleira. A hotelaria familiar definitivamente precisa dar espaço ao profissionalismo e a capacidade da obtenção de resultados inerentes aos “players” (redes hoteleiras internacionais e brasileiras) que aqui chegaram para ficar.
Revista Hotéis — Poderá haver riscos de fechamento de alguns empreendimentos que hoje estão mal posicionados ou você acredita que eles terão que se modernizarem para se manterem competitivos no mercado e existirão espaços para todos?
Maarten Van Sluys — Mais uma vez aqui falará mais alto a lei natural de mercado que deve reger qualquer negócio. Quem apresentar eficiência de gestão, assertividade comercial estando atento as novas oportunidades de negócios, ajustando seus produtos, se sobressairá e garantirá a perenidade e sua rentabilidade. Nestes últimos 3 anos atestamos a movimentação de alguns hotéis antigos que, atentos aos acontecimentos, buscaram no investimento e renovação de seus equipamentos uma forma de sobreviver a nova era que se aproxima. Outros muitos simplesmente sairão do mercado e voltarão suas atividades para outros tipos de público mantendo sua característica de meio de hospedagem porém deixando de atender o público executivo. O que estamos prestes a presenciar é uma “renovação saudável de necessária da frota” quando alguns saem e outros ocupam seus lugares. Ainda assim não creio que ocorra a propalada “quebradeira”, termo usado por aqueles que, afoitamente tem medo de se posicionar em outro segmento. O que não dá para continuar é o atual cenário de hotéis cobrando caro por serviços ruins ou mesmo inexistentes. É preciso que os hoteleiros locais aprendam com as redes que o investimento (não só nos ativos) mas principalmente na capacitação e incentivo de suas equipes de trabalho são a mola-mestra que transforma hospedeiros em hoteleiros.
Revista Hotéis — A falta de locais para eventos em Belo Horizonte, assim como a necessidade da construção da segunda pista do aeroporto de Confins são apontados por alguns especialistas como gargalos da hotelaria de Belo Horizonte. Você acredita nestas versões ou aponta outros fatores que prejudicam o crescimento da hotelaria da capital mineira?
Maarten Van Sluys — Estes aspectos são claros e estratégicos e já foram detectados pelas iniciativas : públicas e privadas. O aeroporto internacional de Confins passa por profunda transformação onde áreas de embarque, fingers e toda infra-estrutura terá sua capacidade duplicada até o ano que vem e quadruplicada até 2025. Números do SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) e da Infraero estimam que os atuais 12,5 milhoes de passageiros-ano atinjam 20 milhões até 2020. O crescimento dos números aeroportuários de BH nos últimos 5 anos são exponenciais. O aeroporto da Pampulha além dos vôos regionais (em crescimento) se tornará também num centro de excelência de manutenção de aeronaves executivas e regionais. Quanto as áreas de eventos, onde temos total esgotamento dos espaços disponíveis (a agenda do EXPOMINAS na Gameleira está lotada até o final de 2015) existe a expectativa de ampliação de espaços, construção de novos centros de convenções (Municipal na região Norte da Capital) e transformação do Parque Bolívar de Andrade (Area de exposição Agro-Pecuária) em um novíssimo espaço empresarial dotado de capacidade instalada para médios e grandes eventos. Dentre os 34 hotéis em construção inúmeros dotam de pródigos espaços destinados aos eventos o que aumentará a capacidade dos eventos médios (maior fatia do mercado). Um dos principais legados da Copa do Mundo 2014, o estádio Novo Mineirão se transformou num belíssimo espaço multiuso onde Shows Internacionais e Eventos já vem sendo realizados o que aumenta muito a procura por leitos na cidade nos “gaps” característicos de cidades como BH, nos finais de semana.
Revista Hotéis — A qualificação da mão de obra na hotelaria mineira é algo que preocupa ou os meios de hospedagens estão qualificando devidamente os seus colaboradores?
Maarten Van Sluys — Vejo que a nova lei que traz em seu arcabouço o estímulo ao emprego e a renda através de uma melhor qualificação profissional atingiu o objetivo de trazer ao empresariado local a necessidade de investimentos em qualificação e incentivos laborais aos colaboradores. Uma boa hotelaria precisa de boas pessoas para atender seus hóspedes. Funcionários sem qualificação e planos de carreira delineados não conseguem entregar aquilo que foi prometido na venda. Atualmente, por iniciativa própria existem muitos estudantes e profissionais de outras áreas atentos as oportunidades que serão promovidas pela nova hotelaria belorizontina. Investimentos em idiomas, técnicas de serviço em gastronomia e hospedagem, finanças, contabilidade, habilitação em TI (Tecnologia da Informação) e em especial profissionais atuantes de Recursos Humanos terão um mercado aberto diante de si. As principais redes, visando a abertura de seus empreendimentos em alguns meses já promovem recrutamento e seleção de profissionais no local como também buscam em seus próprios quadros colaboradores de destaque comprovado que desejem atuar na capital mineira. Esta oxigenação profissional do mercado será de extrema importância para que prestemos serviços a altura da já nacionalmente conhecida Hospitalidade Mineira de padrão internacional.
Revista Hotéis — Mesmo com tantos empreendimentos hoteleiros sendo construídos em Belo Horizonte, haverá ainda espaço nos próximos anos para novas redes se instalarem?
Maarten Van Sluys — Muito embora alguns estudos apontem uma equação desequilibrada entre demanda e oferta para os próximos anos na hotelaria de BH atestamos que 9 dentre 10 redes hoteleiras ainda não presentes no mercado local desejarem (como ponto de vital estratégia) operar empreendimento na cidade. Sob a forma mais apreciada (contrato de administração) ou em certos casos arrendamento ou franquia Belo Horizonte desperta fundamental interesse tanto na conversão de hotéis de operação como novos projetos viáveis. Sabemos que grupos hoteleiros fortes sabem muito bem fazer contas e não atacariam mercados onde não pudessem promover resultados relevantes. O potencial investidor deve avaliar detalhadamente cada projeto e optar por aquele onde a viabilidade aponte boas perspectivas. Avaliar quem está a frente do negócio e a performance da rede hoteleira em outras localidades de características similares a BH. Feito isso a satisfação futura com o negócio hoteleiro-imobiliário estará garantida pois poucos segmentos no mundo crescem como o de turismo de negócios.
Contatos com o Consultor Maarten podem ser feitos através do e-mail msluys@uol.com.br ou pelo telefone (31) 8756-3754.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Rede Meliá terá Hotel Tryp em Belo Horizonte em 2014
Perspectiva artística do futuro hotel (imagem divulgação)
Meliá Hotels International inaugura TRYP Belo Horizonte em 2014
SÃO PAULO, 21 de fevereiro de 2013 /PRNewswire/ -- Em fase de construção, o novo TRYP Belo Horizonte, administrado pela Meliá Hotels International, contará com 151 apartamentos, estacionamento, piscina, restaurante, fitness center e 3 salões para eventos
O TRYP Belo Horizonte está situado estrategicamente na Avenida Cristiano Machado 3044, em uma das vias mais importantes da cidade de Belo Horizonte/MG, próximo aos principais centros urbanos, sem deixar de oferecer um serviço exclusivo àqueles que buscam novas experiências e queiram desfrutar da metrópole.
Belo Horizonte é considerada uma das cidades mais ricas do País e possui um dos maiores parques industriais da América Latina. Com ênfase em serviços financeiros e comércio, o turismo de lazer também teve grande desenvolvimento nos últimos anos devido à sua efervescência cultural. A capital do estado de Minas Gerais está entre as 20 melhores cidades do continente para se fazer negócios, segundo estudo da revista América Economia.
"Belo Horizonte sempre esteve no nosso plano de expansão no País, por ser considerada uma cidade com grande potencial de crescimento", afirma Rui Manuel Oliveira, vice-presidente sênior da Meliá Hotels International Brasil.
Com o TRYP Belo Horizonte em seu portfólio, a Meliá Hotels International, amplia sua presença no Brasil e soma mais uma importante cidade no seu âmbito de atuação com a marca TRYP by Wyndham.
Sobre a Meliá Hotels International
Fundada em 1956 em Palma de Mallorca (Espanha), a Meliá Hotels International é uma das maiores companhias hoteleiras do mundo, além de líder absoluta do mercado espanhol. Na atualidade, dispõe de mais de 350 hotéis distribuídos em 35 países nos 4 continentes, comercializados sob as marcas: Gran Meliá, Meliá, ME, Innside, TRYP by Wyndham, Sol e Paradisus. O Club Meliá, único clube de lazer e férias entre as hoteleiras espanholas, complementa a oferta de produtos e serviços da Companhia.
Sobre a Meliá Hotels International no Brasil
A Meliá Hotels International está no Brasil desde 1992 e mantém escritório corporativo em São Paulo. Atualmente administra diversos empreendimentos localizados nas cidades de São Paulo, Angra dos Reis, Brasília e Campinas sob as marcas Meliá Hotels & Resorts e TRYP by Wyndham. A Meliá Hotels International - Divisão Brasil vem atuando principalmente no segmento de hotéis "business" e também administra o Meliá Angra Marina & Convention, no segmento "resort". A companhia tem ainda em seus planos a abertura de novos empreendimentos de lazer no Nordeste, além de novos projetos em outras capitais brasileiras.
CONTATO:
Denise Meyer
Diretora de Marketing / Marketing Director
Brasil
Meliá Hotels International
Tel.: (55-11) 3043-8484
E-mail: denise.meyer@melia.com.br
FONTE: Meliá Hotels International
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A Meliá Hotels International anunciou que está em fase de obras o futuro hotel Tryp Belo Horizonte, administrado pela rede espanhola, que contará com 151 apartamentos, estacionamento, piscina, restaurante, fitness center e três salões para eventos. A abertura está prevista para o próximo ano.O Tryp Belo Horizonte está situado na avenida Cristiano Machado 3.044, em uma das vias mais importantes da capital mineira. “Belo Horizonte sempre esteve no nosso plano de expansão no País, por ser considerada uma cidade com grande potencial de crescimento”, explica o vice-presidente sênior da Meliá no Brasil, Rui Manuel Oliveira.
O TRYP Belo Horizonte está situado estrategicamente na Avenida Cristiano Machado 3044, em uma das vias mais importantes da cidade de Belo Horizonte/MG, próximo aos principais centros urbanos, sem deixar de oferecer um serviço exclusivo àqueles que buscam novas experiências e queiram desfrutar da metrópole.
Belo Horizonte é considerada uma das cidades mais ricas do País e possui um dos maiores parques industriais da América Latina. Com ênfase em serviços financeiros e comércio, o turismo de lazer também teve grande desenvolvimento nos últimos anos devido à sua efervescência cultural. A capital do estado de Minas Gerais está entre as 20 melhores cidades do continente para se fazer negócios, segundo estudo da revista América Economia.
"Belo Horizonte sempre esteve no nosso plano de expansão no País, por ser considerada uma cidade com grande potencial de crescimento", afirma Rui Manuel Oliveira, vice-presidente sênior da Meliá Hotels International Brasil.
Com o TRYP Belo Horizonte em seu portfólio, a Meliá Hotels International, amplia sua presença no Brasil e soma mais uma importante cidade no seu âmbito de atuação com a marca TRYP by Wyndham.
Sobre a Meliá Hotels International
Fundada em 1956 em Palma de Mallorca (Espanha), a Meliá Hotels International é uma das maiores companhias hoteleiras do mundo, além de líder absoluta do mercado espanhol. Na atualidade, dispõe de mais de 350 hotéis distribuídos em 35 países nos 4 continentes, comercializados sob as marcas: Gran Meliá, Meliá, ME, Innside, TRYP by Wyndham, Sol e Paradisus. O Club Meliá, único clube de lazer e férias entre as hoteleiras espanholas, complementa a oferta de produtos e serviços da Companhia.
Sobre a Meliá Hotels International no Brasil
A Meliá Hotels International está no Brasil desde 1992 e mantém escritório corporativo em São Paulo. Atualmente administra diversos empreendimentos localizados nas cidades de São Paulo, Angra dos Reis, Brasília e Campinas sob as marcas Meliá Hotels & Resorts e TRYP by Wyndham. A Meliá Hotels International - Divisão Brasil vem atuando principalmente no segmento de hotéis "business" e também administra o Meliá Angra Marina & Convention, no segmento "resort". A companhia tem ainda em seus planos a abertura de novos empreendimentos de lazer no Nordeste, além de novos projetos em outras capitais brasileiras.
CONTATO:
Denise Meyer
Diretora de Marketing / Marketing Director
Brasil
Meliá Hotels International
Tel.: (55-11) 3043-8484
E-mail: denise.meyer@melia.com.br
FONTE: Meliá Hotels International
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A Meliá Hotels International anunciou que está em fase de obras o futuro hotel Tryp Belo Horizonte, administrado pela rede espanhola, que contará com 151 apartamentos, estacionamento, piscina, restaurante, fitness center e três salões para eventos. A abertura está prevista para o próximo ano.O Tryp Belo Horizonte está situado na avenida Cristiano Machado 3.044, em uma das vias mais importantes da capital mineira. “Belo Horizonte sempre esteve no nosso plano de expansão no País, por ser considerada uma cidade com grande potencial de crescimento”, explica o vice-presidente sênior da Meliá no Brasil, Rui Manuel Oliveira.
Novos hotéis em cidades sedes da Copa preocupa
02/07/2013 12:00
Até mesmo a cidade do Rio de Janeiro que possui a maior taxa de ocupação e diária média do País poderá ter excesso de oferta em algumas regiões como a Barra da Tijuca, mas a preocupação maior é Belo Horizonte que possui 64 novos projetos que deram entrada na Prefeitura
Um recente estudo realizado pela empresa de consultoria Hotel Invest com o nome de Panorama da Hotelaria Brasileira e complementado com o Placar da Hotelaria, aponta preocupação para os novos investimentos hoteleiros em algumas cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. Em algumas capitais, já há o risco de superoferta de hotéis. As unidades que serão entregues até 2014 correm o risco de ficar sem hóspedes depois que as luzes dos estádios se apagarem e os turistas forem embora. Entre os locais mencionados nestes estudos está até mesmo a cidade do Rio de Janeiro que sempre liderou as estatísticas de taxa de ocupação e diária média por ser o portão de entrada do turismo internacional no Brasil. Mas o fato ocorre de forma isolada na região da Barra da Tijuca que deverá ter 3.700 unidades habitacionais nos próximos anos, o que poderá desequilibrar o desempenho nesta região causando queda de ocupação e diária média. Um outro levantamento feito na capital fluminense pela Rio Negócios aponta que após o pacote de incentivos da Prefeitura em 2010 já foram construídos 1.200 unidades habitacionais e a previsão é que chegue até 2016 com uma oferta de 47.788. Grandes redes nacionais e internacionais já estão aportando investimentos, como o Fasano, Allia Hotels, Ramada, Hilton, Hyatt, Vila Galé, entre outras.
O Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro, Alfredo Lopes não se mostra preocupado com o número de novas unidades habitacionais que deverão entrar em operação nos próximos anos. “Até a Copa do Mundo de Futebol de 2014 mais 6 mil unidades entrarão em operação. Cerca de 5 mil novos quartos já estão em processo de construção e outros 5 mil já estão licenciados pela Prefeitura e até as Olimpíadas de 2016 podemos chegar a 20 mil novos quartos. São hotéis de grande porte, com grande número de acomodações, então certamente o aumento da oferta irá regular os preços”, avalia Lopes.
Cenário desfavorável em Salvador
Para a cidade de Salvador estes estudos da Hotel Invest aponta um cenário muito desfavorável nos próximos anos motivado pelo aumento excessivo da oferta. O ritmo de novos investimentos deverá continuar a ocorrer e pela previsão existem mais 1.600 novas unidades hoteleiras para entrar em operação. A ABIH/BA — Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do estado da Bahia divulgou recentemente o balanço do desempenho da hotelaria em Salvador do mês da abril, o qual registrou uma taxa média de ocupação de 52,43% e diária média de R$188,49, resultando no Revpar (indicador ponderado da diária e ocupação) de R$98,72. Em comparação com outras capitais, observa-se que a taxa de ocupação de Salvador foi pelo segundo mês consecutivo, a mais baixa dentre as capitais pesquisadas. Isto pode ser um bom termômetro do que poderá acontecer nos próximos anos com a entrada destes novos hotéis.
Porto Alegre também é uma capital que os novos investimentos na hotelaria inspira uma análise mais minuciosa e muito cuidado. O Presidente do Sindicato dos Hotéis de Porto Alegre, Daniel Antoniolli aponta que até o próximo ano a capital gaúcha deverá receber 1.590 novas unidades habitacionais. “Não há dúvida que esta nova demanda hoteleira provocará uma queda da taxa de ocupação, juntamente com a queda da diária média. Infelizmente é uma lei irrevogável já que o mercado hoteleiro atual é bastante pulverizado e competitivo. Cerca de 80% destes empreendimentos é feito através de condo-hotéis, um modelo financeiro que protege de risco as construtoras e as administradoras de redes hoteleiras, enquanto os quartos são pagos por investidores que ficam com todo o risco da operação. As construtoras e redes hoteleiras que administram hotéis foram perspicazes e aproveitaram a Copa de 2014, que gerou expectativa em um grande grupo de pequenos investidores, que não têm a informação de mercado que os investidores mais sofisticados” alega Antoniolli.
Segundo ele, os grandes empresários se aproveitaram desta empolgação para lançar estes empreendimentos numa ação considerada oportunista. “Os novos hotéis atendem perfeitamente aos interesses: a construtora constrói e vende, e a administradora ocupa o espaço, sem investir dinheiro, só entrando com a marca. Na lógica do dirigente, o que deve acontecer é que os empreendedores ocuparão espaço e depois ganharão fatias de mercado. Não existem milagres, tudo indica que os investidores terão que aguardar alguns anos para obterem os resultados que lhes foram acenados e igualmente os hotéis independentes terão dificuldades para se manterem lucrativos”, avalia Antoniolli.
Preocupação de Sul a Norte
Se esta preocupação existe no Sul, no Norte também é percebida pelo Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amazonas, Roberto Bulbol. “A hotelaria manauara possui 5.262 unidades habitacionais e 10.824 leitos, mas terá sete hotéis em fase de construção e entrando em operação até 2014. Com isto teremos mais 1.630 uh’s e 3.400 leitos, totalizando uma oferta de 6.892 uh’s e 14.224 leitos. O impacto é a super oferta, já que Manaus não tem demanda para tal. Isso não é bom, pois começa a diminuir a diária média. A hotelaria é uma atividade muito delicada, a baixa ocupação é sentida de imediato e sem retorno; diferente do comércio e da indústria, que possuem diferentes opções de recuperação em suas vendas. Como recuperar diárias baixas com ocupações pequenas?”, se mostra indignado Bulbol. Segundo ele, o Pós Copa do Mundo será um desafio para toda a hotelaria. “Teremos que ser bastante profissionais para mantermos uma boa continuidade de ocupação nesse segmento, visto que o legado deixado pela Copa do Mundo terá que ser estrategicamente bem utilizado”, destaca Bulbol.
Em Belo Horizonte é onde se registra a maior onda de investimentos em novos hotéis (Vide inventário a seguir) e muito se especula sobre quantos deram entrada na Prefeitura, quantos estão em execução e quantos realmente sairão dos projetos. Uma das fontes mais seguras e confiáveis na análise mercadológica da capital mineira é feito pelo Consultor Maarten Van Sluys. Segundo ele, deram entrada na Prefeitura de Belo Horizonte 64 novos projetos hoteleiros visando os incentivos concedidos através da reescrita Lei de Uso e Ocupação do Solo para Incentivo a construção de hotéis (Lei 9.952 de 2010) e outros segmentos de negócios que estimulassem a infraestrutura local para o advento Copa do Mundo 2014. Em sua previsão mais otimista, Sluys acredita que menos da metade dos projetos hoteleiros que deram entrada na Prefeitura saiam do papel. “Passado o clímax desta desenfreada euforia, hoje percebemos uma clara divisão entre os projetos viáveis e aqueles que nunca poderiam se materializar pelos incentivos da Prefeitura e pela nítida dificuldade em se obter investidores para os projetos duvidosos. O que se viu no mercado foram os maus projetos que atrapalharam as vendas e a captação dos recursos para os excelentes projetos chancelados por construtoras renomadas, em ótimas localizações e parceiras de operadores hoteleiros de envergadura como as redes internacionais. Isto sem dúvida irá ‘mudar a cara’ da defasada hotelaria de Belo Horizonte. Uma hotelaria notoriamente familiar e sem re-investimentos em infraestrura (salvo raríssimas exceções) e ainda menos quando falamos em investimentos (treinamentos, qualificação e valorização) dos profissionais que neles atuam. O sucateado parque hoteleiro da cidade dará lugar a uma nova oferta mais ágil, eficaz e com hotéis adequados aos novos tempos. A preocupação tem levado alguns hoteleiros a fazer investimentos em seus hotéis (muitos deles apenas maquiagens) para confrontar a nova concorrência. Uma pessoa em viagem busca preço justo x hospedagem eficiente e sem luxos : modernidade, conforto, rapidez, tecnologia embarcada nos hotéis (internet gratuita, notas fiscais enviadas automaticamente via email após o check out etc), segurança e luminosidade adequada nos ambientes”, exemplifica Sluys.
Oferta desequilibra a demanda
Segundo balanço da Secretaria Municipal Extraordinária da Copa do Mundo, estão previstos 31.240 novos leitos em Belo Horizonte nos próximos anos. Se a demanda continuar nos mesmos 13.440 leitos, sobrarão 17.800. Na pesquisa da Hotel Invest, a oferta de novos hotéis na capital mineira fará com que a taxa de ocupação caia dos níveis atuais, de 69%, para os preocupantes 48%. Por isso, as bandeiras que assumirem os empreendimentos já erguidos pelas incorporadoras poderão ter dificuldade para operar no azul. Isso pode ser uma boa notícia para o consumidor que precisa se hospedar em Belo Horizonte que terá hotéis posicionados de maneira competitiva no mercado. “Com níveis de ocupação próximos de 50%, será difícil para os administradores reajustarem os preços por um período longo, de oito a dez anos. Um empreendimento só consegue cobrar tarifas mais altas se tiver uma taxa de ocupação acima de 65%, patamar que não será atingido em várias capitais brasileiras como Belo Horizonte”, conclui Diogo Canteras, sócio da Hotel Invest.
INVENTÁRIO NOVOS PROJETOS HOTELEIROS : BELO HORIZONTE (JUNHO 2013)
| ||||||
Nome
|
Construtora
|
Região
|
Rede Hoteleira
|
Área
|
Categoria
|
Aptos
|
Pullman Belvedere
|
Paranasa
|
Belvedere
|
Accor
|
36m2
|
5 estrelas
|
280
|
Holiday Inn Savassi Bh
|
Patrimar
|
Savassi
|
IHG
|
27m2
|
4 estrelas
|
216
|
Lavras 150 Hotel
|
Masb
|
Savassi
|
Promenade
|
25 m2
|
3 estrelas
|
160
|
Promenade Hotel & Spa Toscanini
|
Dominus
|
Savassi
|
Promenade
|
23m2
|
4 estrelas
|
144
|
Bristol Multy Horizonte Buritis
|
Monteiro Magalhaes
|
Buritis
|
Bristol
|
29m2
|
4 estrelas
|
195
|
Golden Tulip Belo Horizonte
|
M.Roscoe
|
Centro
|
BHG
|
36 m2
|
4 estrelas
|
414
|
Golden Flat Cidade Jardim
|
Canopus
|
Cidade Jardim
|
Promenade
|
21,5m2
|
4 esrelas
|
323
|
Novotel BH Savassi
|
Paranasa
|
Savassi
|
Accor
|
24m2
|
4 estrelas
|
204
|
Ibis Budget Savassi
|
Paranasa
|
Savassi
|
Accor
|
19m2
|
3 estrelas
|
240
|
Ibis Belvedere
|
Paranasa
|
Belvedere
|
Accor
|
19m2
|
3 estrelas
|
216
|
San Diego Express Palmares
|
Ampla
|
Palmares
|
Arco Hotéis
|
18m2
|
3 estrelas
|
111
|
Go Inn Del Rey
|
Direcional
|
Pampulha
|
Atlantica
|
18m2
|
3 estrelas
|
200
|
Tulip Inn Savassi
|
Direcional
|
Savassi
|
BHG
|
22 m2
|
3 estrelas
|
240
|
Ibis Styles Pampulha
|
Direcional
|
Pampulha
|
Accor
|
19m2
|
3 estrelas
|
208
|
Comfort Confins
|
Caparaó
|
Confins
|
Atlantica
|
21 m2
|
3 estrelas
|
280
|
PHV Luxemburgo
|
PHV
|
Luxemburgo
|
Sem bandeira
|
28m2
|
3 estrelas
|
207
|
Hotel Santo Agostinho
|
Essencial
|
Santo Agostinho
|
Sem bandeira
|
27m2
|
3 estrelas
|
77
|
Ibis Styles Lourdes
|
Engeclam
|
Centro
|
Accor
|
24m2
|
3 estrelas
|
74
|
San Diego Suites Pampulha
|
Bitarães
|
Pampulha
|
Arco Hotéis
|
25 m2
|
3 estrelas
|
80
|
Intercity Express Bh
|
Castelo
|
Gameleira
|
Intercity
|
22m2
|
3 estrelas
|
286
|
Comfort Pampulha
|
Concreto
|
Pampulha
|
Atlantica
|
21m2
|
3 estrelas
|
176
|
Bristol (Allia) Jaraguá
|
CMR
|
Pampulha
|
Allia Hotéis
|
19m2
|
3 estrelas
|
70
|
Ibis Afonso Pena
|
Paranasa
|
Savassi
|
Accor
|
15m2
|
2 estrelas
|
300
|
Ibis Budget Afonso Pena
|
Paranasa
|
Savassi
|
Accor
|
15m2
|
2 estrelas
|
206
|
Bristol (Allia) Stadium
|
CMR
|
Pampulha
|
Allia Hotéis
|
29m2
|
4 estrelas
|
334
|
Go Inn Pampulha
|
Brisa
|
Pampulha
|
Atlantica
|
27m2
|
3 estrelas
|
375
|
E.Suites Luxemburgo
|
Soinco
|
Luxemburgo
|
Vert
|
27m2
|
4 estrelas
|
154
|
Bristol Multy Skalla Hotel
|
Skalla
|
Pampulha
|
Bristol
|
20m2
|
3 estrelas
|
86
|
Arena Hotel Skalla
|
Skalla
|
Pampulha
|
GCS
|
17m2
|
2 estrelas
|
56
|
Intercity Premium BH Raja
|
Espaço
|
Gutierrez
|
Intercity
|
27m2
|
4 estrelas
|
132
|
Bristol (Allia) Convention Hotel
|
Sandro Pimenta
|
Calafate
|
Allia Hotéis
|
22m2
|
3 estrelas
|
126
|
Ramada Luxemburgo
|
Soinco
|
Luxemburgo
|
Vert
|
23 m2
|
3 estrelas
|
90
|
Apart Hotel Dom Gustavo
|
J.A.
|
Pampulha
|
Auto gestão
|
19m2
|
3 estrelas
|
50
|
Impar Suites Expominas
|
Base Minas
|
Calafate
|
Impar
|
18m2
|
3 estrelas
|
96
|
Bristol (Allia) Center Hotel
|
AEL
|
Centro
|
Allia Hotéis
|
27m2
|
4 estrelas
|
200
|
Ramada Minas Casa
|
Lider
|
Palmares
|
Vert
|
23m2
|
3 estrelas
|
200
|
Hotel Rua Jacuí
|
Dharma
|
Nova Floresta
|
em definição
|
26m2
|
3 estrelas
|
205
|
Melia Tryp Cidade Nova
|
Espaço
|
União
|
Meliá
|
18m2
|
3 estrelas
|
151
|
Hotel Orla da Pampulha
|
GGC
|
Bandeirantes
|
Sem bandeira
|
17m2
|
3 estrelas
|
91
|
Hotel Av. Amazonas
|
sem constr.
|
Prado Barroca
|
Sem bandeira
|
19m2
|
3 estrelas
|
42
|
Parc Etoile Santa Lúcia
|
Tenco
|
Belvedere
|
Sem bandeira
|
36m2
|
5 estrelas
|
216
|
Fasano Belo Horizonte (Ipsemg)
|
não definido
|
Savassi
|
Fasano - JHSF
|
36m2
|
5 estrelas
|
130
|
Centro de Convenções Novo
|
Oderbrecht
|
União
|
Starwood
|
24m2
|
5 estrelas
|
300
|
Giulianno Lourdes
|
Concreto
|
Savassi
|
Auto gestão
|
35 m2
|
4 estrelas
|
105
|
Ramada Olhos D'agua
|
Comin
|
Belvedere
|
Vert
|
22m2
|
3 estrelas
|
170
|
Raja Gabaglia Complex
|
não definido
|
São Bento
|
Sem bandeira
|
34 m2
|
3 estrelas
|
628
|
Royal Express Savassi
|
Royal
|
Savassi
|
Royal Engenharia
|
20m2
|
3 estrelas
|
78
|
Bristol Multy Mangabeiras
|
Skalla
|
Mangabeiras
|
Bristol
|
24 m2
|
4 estrelas
|
124
|
San Diego Express Pedro I
|
?
|
Pampulha
|
Arco Hotéis
|
22m2
|
3 estrelas
|
172
|
Ramada Pedro I
|
?
|
Pampulha
|
Vert
|
22m2
|
3 estrelas
|
120
|
Four Points By Sheraton
|
?
|
Savassi
|
Starwood
|
38m2
|
4 estrelas
|
250
|
Hotel Niquelina
|
Gaissler e Solon
|
Centro
|
Sem bandeira
|
22m2
|
3 estrelas
|
159
|
Hyatt Regency BH
|
PHV
|
Belvedere
|
Hyatt
|
36m2
|
4 estrelas
|
310
|
Hotel Halley
|
não definido
|
Santa Lucia
|
Sem bandeira
|
25m2
|
3 estrelas
|
110
|
Assoc. dos Cartorios
|
não definido
|
Santo Agostinho
|
Sem bandeira
|
25m2
|
3 estrelas
|
90
|
San Diego Express Liberdade
|
Bitarães
|
Jaraguá
|
San Diego
|
22m2
|
3 estrelas
|
98
|
San Diego Express Aeroporto Pampulha
|
Oliveira Fortes
|
Itapuã
|
San Diego
|
23m2
|
3 estrelas
|
92
|
Soft Inn Belo Horizonte
|
Arte & Simetria
|
Cachoeirinha
|
BHG
|
16m2
|
2 estrelas
|
170
|
Ibis Savassi
|
Paranasa
|
Savassi
|
Accor
|
17m2
|
3 estrelas
|
208
|
Impar Suites Cidade Nova
|
Base Minas
|
União
|
Impar
|
42m2
|
3 estrelas
|
96
|
Total Uhs
|
10.921
| |||||
| TOTAL | Hotéis | Apartamentos | ||||
| Em operação | 5 | 880 | 8,06% | |||
| Obras em curso | 32 | 5.818 | 53,27% | |||
| paralisados | 20 | 3.645 | 33,38% | |||
| atrasados | 3 | 578 | 5,29% | |||
| Total | 60 | 10.921
========
| ||||
| Fonte: http://www.revistahoteis.com.br/materias/ ANÁLISE DA NOTICIA: |
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